01 de dezembro de 2025
Leia o artigo de Miguel Silveira, diretor da Objectiva.
A história da humanidade foi permeada por pensamentos e lendas que projetavam o vigor criativo, a versatilidade destrutiva e a capacidade projetiva frente às nossas múltiplas facetas. Das virtudes de Aristóteles, do pensamento sobre a honestidade de Diógenes ou pelas lendas de Ali Babá, os indivíduos alimentavam suas fantasias e embalavam suas representações de papéis sem o julgamento do pecado ou peso da culpa. Tudo fazia parte de um frugal e divertido mundo onde posso ser quem eu quiser; Posso ser um aproveitador, um perverso, um vilão ou uma árvore. Mas...e quando estas possibilidades saem das fábulas para compor a realidade?
Os coletivos sociais coexistem a partir de valores que definem regras para um convívio suportável e minimamente humano. O que é certo ou errado? A moral estabelece e delimita os parâmetros definidos pela cultura, religião e ou grupos sociais. Paradigmas que podem gerar descontentamentos, conflitos internos e frustrações, podendo alienar as subjetividades individuais e distorções coletivas. Características muito comuns nos contextos negacionistas e extremos. O ser amoral, pode surgir para subverter essa lógica e encontrar um novo modelo de sobrevivência. Podemos aí, entender que cada um pode ter uma moral ou simplesmente ser um amoral. O que é certo para uns, pode ser errado para outros, opa... mas e onde fica a ética?
A ética se estabelece como uma amálgama inconteste, necessária e essencial nos relacionamentos e esta vai muito além da moral, ela é a própria essência que arregimenta uma sociedade, onde são estabelecidos códigos de convivência para o convívio em sociedade.
Nessa negociação, surgem os espertos, os oportunistas, os que faltam com a verdade, os que não cumprem acordos e aqueles que instituem verdades a partir dos seus interesses pessoais.
As relações éticas nos agrupamentos sociais estão diante de uma completa inversão nos seus valores e no entendimento sobre direitos, deveres e obrigações. Muito além do certo e do errado a ética é o entendimento estabelecido para uma convivência a partir de fronteiras claras sobre integridade, resiliência e respeito.
Os programas de Compliance, surgem no mundo corporativo para arregimentar o caos e sistematizar o que sempre existiu no “senso comum” que são relacionamentos estabelecidos pelo bem “comum” e arregimentado pelos que chegaram antes e organizados pelos princípios essenciais das relações humanas.
E é sobre isto que estamos refletindo na Objectiva a partir do nosso programa de Integridade. Com a promoção e participação ativa da Diretoria Executiva, estamos categorizando e definindo com clareza nossos valores coletivos a partir de ações individuais que gerem um ambiente onde os limites sejam respeitados e que as relações possam fluir a partir do entendimento das diferenças e buscando um Código de Ética e Conduta que alie as melhores práticas de integridade esperadas de uma instituição como a nossa, com a essência e entendimento dos nossos princípios fundamentais.
Miguel Silveira
Diretor da Objectiva
Psicólogo
Presidente do Instituto Comvida
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